2 de jun. de 2012


A IMPORTÂNCIA DA REVISTA JOGOS COOPERATIVOS
PARA AS ESCOLAS
REVISTA@JOGOSCOOPERATIVOS.COM.BR

Benefício para os Educadores:
“... o professor expositor é um transmissor de informações e o professor que trabalha com jogos, transforma as informações em conhecimento, sendo um “personal trainer” de inteligências, habilidades e competências...”
Celso Antunes 
Falar hoje em educação é muito mais que instrumentalizar o educando. Hoje educar encontra-se em um novo patamar, cujo âmago é o desenvolvimento e a realização integral da pessoa e do cidadão. Este conceito sustenta-se em quatro pilares, todos eles, sintomaticamente, baseados mais no aprendiz do que no educador ou no sistema de educação, os quais se referem aos eixos fundamentais para o desenvolvimento da pessoa que em tempos modernos exigem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos/aprender a viver com os outros, aprender a ser. Para isso o educador precisa estar capacitado e cuidando de seu próprio desenvolvimento.
Neste sentido a Revista Jogos Cooperativos traz teoria e prática da Cultura da Cooperação em um único veículo, proporcionando ao educador ampliar seus conhecimentos e reflexões acerca dos modelos existentes e de novas possibilidades mais vantajosas para todos.  Como diz Celso Antunes: “O professor é o único no mundo que tem a argila com a qual se moldará o amanhã!” e por isso precisa refletir sobre as ferramentas e crenças  que balizam suas ações, verificando melhores caminhos no processo do “educar”. A Revista Jogos Cooperativos, é um importante instrumento de educação informal, que traz em seu conteúdo ferramentas, técnicas, e experiências para ajudar o educador, seja ele de matemática, ciências, história, português, educação física, enfim qualquer disciplina, a exercitar uma nova abordagem em suas aulas, permeando-as com Valores Positivos, inclusão e a Cultura da Paz. 
Benefício para os Educandos:
Atualmente a escola, muitas vezes sem perceber, tem reforçado a competição, o ser o melhor, o foco no resultado e não no processo e na qualidade, a derrota do oponente ao invés da melhora da performance. Assim, reforçam nas crianças e jovens, atitudes e posturas competitivas, as quais eles vão reproduzir durante toda a vida, através de rivalidade, exploração impiedosa de seus semelhantes, pouca ou nenhuma solidariedade, exclusão, violência, destruição ambiental, etc...e quando educarem seus filhos são esses os valores que vão transmitir.
O aprendizado através da vivência e do jogo, é muito mais efetivo e duradouro, pois as crianças passam a participar ativamente do processo da construção do conhecimento.
Quando a competição está presente no processo de aprendizagem, percebe-se a diminuição da auto-estima e o aumento do medo de falhar, reduzindo a expressão de capacidades e o desenvolvimento da criança. A competição promove a comparação entre as pessoas e acaba por favorecer a exclusão baseada em poucos critérios. Um ambiente competitivo aumenta a tensão e a frustração e pode desencadear comportamentos agressivos.
Quando as Vivências e os Jogos utilizados são Cooperativos, o processo de aprendizagem é potencializado, pois não existindo o temor da exclusão, corpo e mente, ficam livres da tensão gerada pela competição, dedicando-se integralmente ao processo criativo e a participação ativa no aprendizado.
Com relação ao desempenho acadêmico, uma série de estudos demonstra que crianças de várias classes sócio-econômicas têm maior sucesso em áreas como matemática, desenvolvimento vocacional e leitura quando estão trabalhando juntos com seus colegas sob uma estrutura de objetivos cooperativos em vez de individualistas ou competitivos.
A conseqüência desta participação apresenta seus reflexos na significativa queda do índice de violência entre os educandos e na relação educando-educador.
Outros indicadores tem sido utilizados, como redução da evasão escolar, absenteísmo e melhora do aprendizado e do rendimento escolar. A UNESCO e o Ministério da Educação tem reconhecido o esforço das escolas dedicadas a disseminação da Cultura da Paz, através do programa “Escolas inovadoras: experiências bem sucedidas em escolas públicas”.
Os Jogos Cooperativos, ao promoverem um tipo de relação com o outro baseado não na competição, mas antes na capacidade de Cooperar, poderão constituir um valioso instrumento na formação do cidadão. Em lugar de um modelo de atuação em que o indivíduo está em competição com o mundo, os Jogos Cooperativos ajudam a desenvolver uma relação com o exterior, baseada no respeito e no agir com o outro em prol de um objetivo coletivo.
Benefício para a Comunidade:
A ONU estima que até 2030 o número de favelados no mundo irá dobrar. Isto quer dizer hoje, um sexto da população do mundo, ou seja, um bilhão de pessoas já vivem em favelas. Daqui a vinte e seis anos, serão cerca de dois bilhões e meio de marginalizados e excluídos. Expressando em números temos: 2.500.000.000 de pessoas.
Será que nossos filhos terão uma boa vida neste cenário?
O que vem gerando este volume de pessoas a margem da sociedade, é o processo de exclusão resultante da acumulação de capital, fruto da lógica do jogo Competitivo, que tem o Ganha-Perde como matriz de operação. Isto quer dizer que neste processo, para que um lado ganhe, o outro precisa necessariamente perder.
Temos ensinado nossas crianças a reproduzirem este modelo quando chegarem a fase adulta, através de jogos infantis e atividades que geram poucos vencedores e muitos vencidos; e quando elas não querem mais jogar, dizemos que precisam “aprender a perder”.
Mas a quem serve aprender a perder? Aos vencedores ou aos vencidos?
Naturalmente aos vencedores.
Segundo relatório da PEA e PNPU, a apropriação de renda no Brasil pelos 10% mais ricos chega a 48% do total de riquezas do país.
Do um bilhão de favelados do mundo, 14% estão na América latina, ou seja, 140 milhões de pessoas, e o Brasil lidera este jogo da miséria, pois a maior parte deles também são brasileiros.
A Pedagogia da Cooperação e os Jogos Cooperativos trazem uma nova forma das pessoas se posicionarem no mundo: lado a lado, buscando juntas soluções para problemas comuns; jogando juntas para superarem desafios que beneficiem ambos os lados.
A Revista Jogos Cooperativos é uma iniciativa, dirigida a pessoas que acreditam que é possível sim transformar o mundo a partir de conceitos simples; que é possível sim, sensibilizar um significativo contingente de pessoas para a Cultura da Paz, para que possamos deixar para nossos filhos e netos um país e um mundo um pouco melhor do que encontramos.
Dados de pesquisas comportamentais demonstram que quando uma pessoa muda seu comportamento, cinco pessoas a sua volta também mudam. Isto quer dizer que 30 mil podem influenciar positivamente 150 mil pessoas e assim por diante.
queremos sonhar com um país mais justo;
- queremos sonhar com menos fome;
- queremos sonhar com a Cooperação fazendo parte da forma de pensar de nossas crianças;
- queremos sonhar com a resolução de conflitos através do diálogo;
- queremos sonhar com passeios nas frescas noites da primavera por ruas seguras;
Temos muito porque e para que sonhar.
Mais do que sonhar, sabemos que juntos podemos fazer esta diferença e esta transformação. 


REVISTA@JOGOSCOOPERATIVOS.COM.BR  

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