25 de mai. de 2011

Esporte de aventura e turismo de aventura: aproximações e distanciamentos Deportes de aventura y turismo de aventura: similitudes y diferencias

Introdução. 
    Dentre as muitas transformações que acompanham o homem ao longo de sua trajetória histórica, o progresso tecnológico representou um afastamento humano do meio natural o qual, por sua vez, desencadeou uma serie de implicações em seu cotidiano como, por exemplo, uma progressiva diminuição no movimentar-se. Assim, fruto da modernidade, o homem viu-se distanciando cada vez mais do ambiente natural por entre a agitação das grandes cidades (ZIMMERMANN, 2006).
    Desta feita, vêem-se o surgimento na contemporaneidade de ininterruptas manifestações lúdico-desportivas, entre as quais, aquelas vinculadas à idéia de aventura. Tais manifestações propiciam ao praticante o (re)encontro com diferentes ambientes naturais como o terrestre, o aquático e o aéreo.
    Estas práticas corporais na natureza organizam-se sob duas vertentes: o turismo e o esporte de aventura. Apesar de se tratarem de duas situações distintas, com objetivos específicos, percebe-se na grande maioria das vezes, uma tendência entre as pessoas, de interpretar turismo de aventura esporte de aventura como sendo a mesma “coisa”.
    Neste sentido, o presente estudo objetiva analisar possíveis aproximações e distanciamentos entre esporte de aventura e turismo de aventura que se efetivam em diferentes ambientes naturais no Brasil.
Procedimentos metodológicos. 
    Tendo como referência levantar a produção do conhecimento sobre esporte de aventura e turismo de aventura e assim analisar aproximações e distanciamentos entre ambas as formas em que se efetivam essas práticas corporais na natureza, estabeleceu-se como referência para este estudo o emprego de técnicas de uma pesquisa bibliográfica, feito desta uma análise qualitativa.
    De acordo com Marconi e Lakatos (2007), a bibliografia pertinente oferece meios para definir e resolver não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas em que os problemas não se cristalizaram suficientemente.
    Nessa perspectiva, é importante ressaltar que o ponto de partida não é desse modo, a pesquisa do material bibliográfico, mas a elaboração de um questionamento. Na verdade, esses questionamentos realizados pelo pesquisador que irão conferir sentido à fonte estudada e, no limite, enquanto houver perguntas, essa fonte não estará suficientemente explorada. Sobre esse aspecto Gil (2008) salienta que depois que se decide fazer uma pesquisa bibliográfica deve-se considerar as seguintes fases: a) determinação dos objetivos; b) elaboração do plano de trabalho; c) identificação das fontes; d) localização das fontes e obtenção do material e) leitura do material f) tomada de apontamentos g) confecção de fichas e h) redação do trabalho.
    Buscou-se contemplar as fases acima ressaltadas, de forma que o presente estudo tivesse o caráter de objetividade e riqueza de dados, que possam contribuir no entendimento da discussão envolvendo esporte de aventura na natureza e a dimensão preservacional no contexto da sociedade de consumo nesta contemporaneidade.
Esporte de aventura e turismo de aventura.