Inicialmente o termo psicomotricidade aparece nos discursos médicos mais especificamente neurológicos devido à necessidade de se nomear as zonas do córtex cerebral situadas além das regiões motoras.
Devido ao aprofundamento nos estudos da neurofisiologia, verificaram-se novos distúrbios da atividade gestual, das atividades práxicas e que essas diferentes disfunções graves não lesionariam o cérebro. Diante disso, surgiu à necessidade de uma nova área que explicasse esses novos fenômenos, e por isso, surgiu à nomenclatura Psicomotricidade, no ano de 1870.
Em 1902, Dupré, neuropsiquiatra foi o precursor do discurso da independência da debilidade motora em relação aos aspectos neurológicos; evidenciou a “Síndrome da Debilidade Motora” dizendo existir uma relação que uniria as anomalias psíquicas juntamente com as motoras e que seria a expressão de uma solidariedade original e profunda entre o pensamento e o movimento (COSTALLAT, 2002).
No Brasil, a história da Psicomotricidade chega tardiamente, mas seguindo os passos da escola francesa, onde os estudos tiveram início na época da 1ª guerra mundial com o Prof. Dr. Julian de Ajuriaguerra, que por suas contribuições ao nascimento da Psicomotricidade, passou a ser conhecido como o “Pai da Psicomotricidade”. Contudo, vêm despertando interesse de muitos estudiosos, principalmente de educadores em busca de melhorar o desempenho de seu alunado.
Segundo Ajuriaguerra a Psicomotricidade é a experiência do corpo, como diálogo tônico, podendo ser lida como uma linguagem, afirmando que o papel da função tônica não é apenas o de servir de pano de fundo da ação corporal, mas é também um modo de relação com o outro. Sendo assim, Ajuriaguerra (1962 apud ISPE-GAE, 2009) define:
Em seus estudos Piaget demonstrou a importância do movimento, como base de toda a estruturação da inteligência humana reafirmando que a atividade motora é o ponto de partida para o desenvolvimento das inteligências. E a partir daí, a psicologia passou a reconhecer a função tônica e a coordenação dos esquemas como objeto de estudo.
Para Le Boulch (1998) a educação psicomotora se faz necessária como forma de prevenir muitos problemas que se apresentam posteriormente e precisam ser tratados pela reeducação, e enfatiza que se a escola desse mais atenção a essa educação psicomotora nas séries iniciais, juntamente com a leitura, a escrita e aritmética, muitos desses problemas seriam evitados. Além disso, evidencia a psicomotricidade como um importante elemento educativo, um instrumento indispensável para aguçar a percepção, desenvolver formas de estimular a atenção e estimular processos mentais; afirma ainda que o trabalho da psicomotricidade é indispensável para toda criança, pois oferece uma melhor capacidade de assimilação das aprendizagens escolares.
A partir dos estudos realizados durante esse trabalho, verificamos que os autores reiteram os argumentos acerca da necessidade do trabalho psicomotor - claro que nem todos usam essa nomenclatura - mas deixam aparente a necessidade do desenvolvimento dos aspectos que são englobados pela psicomotricidade. Contudo, esta é uma questão ainda recente no Brasil, percebe-se que o assunto não é muito difundido até pelo fato de que poucas são as instituições de ensino superior que oferecem cursos para formação de profissionais da área, enquanto que em escolas de alguns países da Europa, como a França, o acompanhamento de um psicomotricista se faz necessário nas séries iniciais.
A Psicomotricidade constitui uma abordagem nova do corpo e da motricidade humana, seu objeto é o ser humano na sua totalidade, não somente seu corpo, mas suas relações com ele, tanto as integrativas, as emocionais, as simbólicas como as cognitivas. Ela assume uma postura educacional e terapêutica de desenvolver capacidades expressivas do sujeito por meio de objetivos e meios próprios, envolvendo três dimensões indissociáveis que são “o poder fazer” (dimensão psicomotora); “o saber fazer” (dimensão cognitiva) e “querer fazer” (dimensão sócio-afetiva) (GALVANI, 2002). É o aprofundamento da interação entre a motricidade e o psiquismo.
O primeiro tido como um sistema dinâmico que pressupõe a organização de um equipamento neurológico que se desenvolve e passa por maturação. O segundo elemento do comportamento humano é entendido como o funcionamento de uma atividade mental formada pelas duas dimensões: sócio-afetivas e cognitivas.(...)
Devido ao aprofundamento nos estudos da neurofisiologia, verificaram-se novos distúrbios da atividade gestual, das atividades práxicas e que essas diferentes disfunções graves não lesionariam o cérebro. Diante disso, surgiu à necessidade de uma nova área que explicasse esses novos fenômenos, e por isso, surgiu à nomenclatura Psicomotricidade, no ano de 1870.
Em 1902, Dupré, neuropsiquiatra foi o precursor do discurso da independência da debilidade motora em relação aos aspectos neurológicos; evidenciou a “Síndrome da Debilidade Motora” dizendo existir uma relação que uniria as anomalias psíquicas juntamente com as motoras e que seria a expressão de uma solidariedade original e profunda entre o pensamento e o movimento (COSTALLAT, 2002).
No Brasil, a história da Psicomotricidade chega tardiamente, mas seguindo os passos da escola francesa, onde os estudos tiveram início na época da 1ª guerra mundial com o Prof. Dr. Julian de Ajuriaguerra, que por suas contribuições ao nascimento da Psicomotricidade, passou a ser conhecido como o “Pai da Psicomotricidade”. Contudo, vêm despertando interesse de muitos estudiosos, principalmente de educadores em busca de melhorar o desempenho de seu alunado.
Segundo Ajuriaguerra a Psicomotricidade é a experiência do corpo, como diálogo tônico, podendo ser lida como uma linguagem, afirmando que o papel da função tônica não é apenas o de servir de pano de fundo da ação corporal, mas é também um modo de relação com o outro. Sendo assim, Ajuriaguerra (1962 apud ISPE-GAE, 2009) define:
A Psicomotricidade se conceitua como ciência da saúde e da educação, pois
indiferentes das diversas escolas, psicológica, condutista, evolutista,
genética, e etc., ela visa à representação e a expressão motora, através da
utilização psíquica e mental do indivíduo.
Em seus estudos Piaget demonstrou a importância do movimento, como base de toda a estruturação da inteligência humana reafirmando que a atividade motora é o ponto de partida para o desenvolvimento das inteligências. E a partir daí, a psicologia passou a reconhecer a função tônica e a coordenação dos esquemas como objeto de estudo.
Para Le Boulch (1998) a educação psicomotora se faz necessária como forma de prevenir muitos problemas que se apresentam posteriormente e precisam ser tratados pela reeducação, e enfatiza que se a escola desse mais atenção a essa educação psicomotora nas séries iniciais, juntamente com a leitura, a escrita e aritmética, muitos desses problemas seriam evitados. Além disso, evidencia a psicomotricidade como um importante elemento educativo, um instrumento indispensável para aguçar a percepção, desenvolver formas de estimular a atenção e estimular processos mentais; afirma ainda que o trabalho da psicomotricidade é indispensável para toda criança, pois oferece uma melhor capacidade de assimilação das aprendizagens escolares.
A partir dos estudos realizados durante esse trabalho, verificamos que os autores reiteram os argumentos acerca da necessidade do trabalho psicomotor - claro que nem todos usam essa nomenclatura - mas deixam aparente a necessidade do desenvolvimento dos aspectos que são englobados pela psicomotricidade. Contudo, esta é uma questão ainda recente no Brasil, percebe-se que o assunto não é muito difundido até pelo fato de que poucas são as instituições de ensino superior que oferecem cursos para formação de profissionais da área, enquanto que em escolas de alguns países da Europa, como a França, o acompanhamento de um psicomotricista se faz necessário nas séries iniciais.
A Psicomotricidade constitui uma abordagem nova do corpo e da motricidade humana, seu objeto é o ser humano na sua totalidade, não somente seu corpo, mas suas relações com ele, tanto as integrativas, as emocionais, as simbólicas como as cognitivas. Ela assume uma postura educacional e terapêutica de desenvolver capacidades expressivas do sujeito por meio de objetivos e meios próprios, envolvendo três dimensões indissociáveis que são “o poder fazer” (dimensão psicomotora); “o saber fazer” (dimensão cognitiva) e “querer fazer” (dimensão sócio-afetiva) (GALVANI, 2002). É o aprofundamento da interação entre a motricidade e o psiquismo.
O primeiro tido como um sistema dinâmico que pressupõe a organização de um equipamento neurológico que se desenvolve e passa por maturação. O segundo elemento do comportamento humano é entendido como o funcionamento de uma atividade mental formada pelas duas dimensões: sócio-afetivas e cognitivas.(...)
http://deboracg.blogspot.com/2009/11/psicomotricidade-historico-e-concepcoes.htmlhttp://deboracg.blogspot.com/2009/11/psicomotricidade-historico-e-concepcoes.html
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