“Num contexto de Educação Escolar, o jogo proposto como de forma de ensinar conteúdos às crianças aproxima-se muito do trabalho. Não se trata de um jogo qualquer, mas sim, de um jogo transformado em instrumento pedagógico, em meio de ensino”. (João Batista Freire)A Educação Física Escolar apresenta para a maioria das faixas etárias a experimentação, por parte dos alunos, dos jogos e atividades educativas. Tais jogos deverão apresentar pressupostos educacionais e com objetivos previamente delineados, para que assim, estejam adequados num plano pedagógico da disciplina.
Negar os benefícios dos jogos e brincadeiras às crianças é negar as próprias estratégias criativas de aulas. Quando pensamos em aulas de Educação Física Escolar para crianças menores, pensamos em aulas com movimentação, circuitos recreativos, jogos, brincadeiras, brinquedos e músicas. E assim se faz a Educação Física Escolar através de uma Pedagogia Lúdica, baseada nas diretrizes do ensinar e pautada na ludicidade.
No processo de maturação da criança, o briquedo, a motricidade, a afetividade e a inteligência estão intimamente ligados. As atividades motoras associadas ao brincar possibilitam à criança desenvolver suas funções afetivas e intelectuais, destacando-se como indivíduos, estabelecem o convívio social, tomam iniciativas próprias e estimulam a criatividade.
Para Alécio (2009) a Educação Física Escolar deve propiciar o exercício, ou experiências, partindo das necessidades dos alunos, dando ênfase àquelas motivações infantis, muitas vezes esquecidas na família e no contexto social: comunicação, socialização, movimento, exploração do brinquedo, autonomia, fantasia, aventura e construção.
É indicado o uso dos jogos na contribuição ludo-pedagógica dos professores, tornando-se um recurso enriquecedor e poderoso que contribui para a construção do conhecimento do aluno, principalmente nas faixas etárias menores.
Os jogos e as brincadeiras proporcionam a imaginação às crianças, preenchendo as necessidades que mudam de acordo com a idade, e criando situações com regras.Através das brincadeiras, do jogo simbólico, a criança cria situações e resoluções aos seus problemas.
É através de seus brinquedos e brincadeiras que a criança tem oportunidade de desenvolver um canal de comunicação, uma abertura ao diálogo com o mundo dos adultos, onde ela restabelece seu controle interior, sua auto-estima e desenvolve relações de confiança consigo mesma e com os outros. (GABARDINO et all, 1992)
A aprendizagem não irá acontecer somente através do lúdico, porém, é ele que irá estimular a descoberta do aprender.
O lúdico deve ser praticado e visto de forma consciente, pois não é uma mera diversão ou preenchimento de tempo, e sim, um fator esencial para uma educação de qualidade ao indivíduo.
A interação que a criança terá com o lúdico apresentará uma variedade de construções que são fundamentais para o seu desenvolvimento. A criança consolida e constrói suas concepções a partir de suas experiências, ampliando seu conhecimento sobre o mundo, desenvolvendo novas hipóteses à medida que o processo avança. O lúdico contribui na formação do educando, na sua ação e reflexão.
Dentre as contribuições mais importantes do lúdico, Ramos et all (2009) destacam-se:
• As atividades lúdicas possibilitam fomentar a formação do autoconceito positivo;
• As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento intagral da criança, já que, através destas atividades, a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente;• O brinquedo e o jogo são produtos da cultura, e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade;
• Brincar é uma necessidade básica assim como a nutrição, a saúde, a habilitação e a educação;
• Brincar ajuda as crianças no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, as crianças formam conceitos, relacionam idéias, estabelecem relações lógicas, desenvolvem a expressão oral e corporal, reforçam as habilidades sociais, reduzem a agressividade, integram-se na sociedade e constroem seu próprio conhecimento;
• O jogo é essencial para a saúde física e mental; e
• O jogo simbólico permite a criança vivências do mundo adulto, e isto possibilita a mediação entre o real e o imaginário.
Portanto, ao valorizar as atividades lúdicas, podemos percebê-las como atividade natural, espontânea e necessária a todas as crianças, tanto que o brincar é um direito da criança, reconhecido em declarações e convenções.
Vincular o lúdico a finalidades práticas, de modo que o que conta é a produtividade, é não perceber que a produtividade é o próprio processo de brincar, uma vez que, nessa concepção, jogar é intrinsecamente educativa, é essencial enquanto forma de humanização.
Vincular o lúdico a finalidades práticas, de modo que o que conta é a produtividade, é não perceber que a produtividade é o próprio processo de brincar, uma vez que, nessa concepção, jogar é intrinsecamente educativa, é essencial enquanto forma de humanização.
retirado : http://www.educacaofisica.com.br/colunas_mostra_artigo.asp?id=527
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