23 de nov. de 2010

Recreação e Educação Física Escolar - revitalizada por jogos, brincadeiras e brinquedos

“Num contexto de Educação Escolar, o jogo proposto como de forma de ensinar conteúdos às crianças aproxima-se muito do trabalho. Não se trata de um jogo qualquer, mas sim, de um jogo transformado em instrumento pedagógico, em meio de ensino”.  (João Batista Freire)



A Educação Física Escolar apresenta para a maioria das faixas etárias a experimentação, por parte dos alunos, dos jogos e atividades educativas. Tais jogos deverão apresentar pressupostos educacionais e com objetivos previamente delineados, para que assim, estejam adequados num plano pedagógico da disciplina.

Negar os benefícios dos jogos e brincadeiras às crianças é negar as próprias estratégias criativas de aulas. Quando pensamos em aulas de Educação Física Escolar para crianças menores, pensamos em aulas com movimentação, circuitos recreativos, jogos, brincadeiras, brinquedos e músicas. E assim se faz a Educação Física Escolar através de uma Pedagogia Lúdica, baseada nas diretrizes do ensinar e pautada na ludicidade.

No processo de maturação da criança, o briquedo, a motricidade, a afetividade e a inteligência estão intimamente ligados. As atividades motoras associadas ao brincar possibilitam à criança desenvolver suas funções afetivas e intelectuais, destacando-se como indivíduos, estabelecem o convívio social, tomam iniciativas próprias e estimulam a criatividade.

Para Alécio (2009) a Educação Física Escolar deve propiciar o exercício, ou experiências, partindo das necessidades dos alunos, dando ênfase àquelas motivações infantis, muitas vezes esquecidas na família e no contexto social: comunicação, socialização, movimento, exploração do brinquedo, autonomia, fantasia, aventura e construção.

É indicado o uso dos jogos na contribuição ludo-pedagógica dos professores, tornando-se um recurso enriquecedor e poderoso que contribui para a construção do conhecimento do aluno, principalmente nas faixas etárias menores.

Os jogos e as brincadeiras proporcionam a imaginação às crianças, preenchendo as necessidades que mudam de acordo com a idade, e criando situações com regras.

Através das brincadeiras, do jogo simbólico, a criança cria situações e resoluções aos seus problemas.

É através de seus brinquedos e brincadeiras que a criança tem oportunidade de desenvolver um canal de comunicação, uma abertura ao diálogo com o mundo dos adultos, onde ela restabelece seu controle interior, sua auto-estima e desenvolve relações de confiança consigo mesma e com os outros. (GABARDINO et all, 1992)

A aprendizagem não irá acontecer somente através do lúdico, porém, é ele que irá estimular a descoberta do aprender.

O lúdico deve ser praticado e visto de forma consciente, pois não é uma mera diversão ou preenchimento de tempo, e sim, um fator esencial para uma educação de qualidade ao indivíduo.

A interação que a criança terá com o lúdico apresentará uma variedade de construções que são fundamentais para o seu desenvolvimento. A criança consolida e constrói suas concepções a partir de suas experiências, ampliando seu conhecimento sobre o mundo, desenvolvendo novas hipóteses à medida que o processo avança. O lúdico contribui na formação do educando, na sua ação e reflexão.

Dentre as contribuições mais importantes do lúdico, Ramos et all (2009) destacam-se:

• As atividades lúdicas possibilitam fomentar a formação do autoconceito positivo;

• As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento intagral da criança, já que, através destas atividades, a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente;

• O brinquedo e o jogo são produtos da cultura, e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade;

• Brincar é uma necessidade básica assim como a nutrição, a saúde, a habilitação e a educação;

• Brincar ajuda as crianças no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, as crianças formam conceitos, relacionam idéias, estabelecem relações lógicas, desenvolvem a expressão oral e corporal, reforçam as habilidades sociais, reduzem a agressividade, integram-se na sociedade e constroem seu próprio conhecimento;

• O jogo é essencial para a saúde física e mental; e

• O jogo simbólico permite a criança vivências do mundo adulto, e isto possibilita a mediação entre o real e o imaginário.
Portanto, ao valorizar as atividades lúdicas, podemos percebê-las como atividade natural, espontânea e necessária a todas as crianças, tanto que o brincar é um direito da criança, reconhecido em declarações e convenções.

Vincular o lúdico a finalidades práticas, de modo que o que conta é a produtividade, é não perceber que a produtividade é o próprio processo de brincar, uma vez que, nessa concepção, jogar é intrinsecamente educativa, é essencial enquanto forma de humanização.


retirado : http://www.educacaofisica.com.br/colunas_mostra_artigo.asp?id=527 

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