8 de jul. de 2011

INDISCIPLINA NA ESCOLA

INDISCIPLINA


Indisciplina escolar, um grande problema da educação.

Uma das questões mais discutidas no âmbito escolar está ligada à indisciplina, essa constantemente gera muita polêmica, as causas são inúmeras e dificilmente se chega a uma conclusão.

Nesse sentido, o primeiro passo a ser traçado é a realização de uma análise no “embrião” do problema, ou seja, na origem da questão, é partir daí que se conhece os motivos que levam os indivíduos a comportar de forma indisciplinada.

Antes de julgar o comportamento de alguns é preciso verificar a realidade da escola, da família, o psicológico, o social, além de muitos outros.

As manifestações de indisciplina, muitas vezes, podem ser vistas como uma forma de se mostrar para o mundo, mostrar sua existência, em muitos casos o indivíduo tem somente a intenção de ser ouvido por alguém, então para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é uma forma de expressão.

Muitas escolas não oferecem espaços adequados para a prática de esportes, para brincar ou correr nos intervalos. Diante disso, o espaço escolar fica limitado somente à sala de aula, como crianças e adolescentes detêm muita energia, a falta de locais para “gastar” essa energia conduz à indisciplina.

Outro aspecto de grande relevância é a família, problemas de diversas ordens podem acarretar na indisciplina escolar, talvez esse aluno conviva em um lar desestruturado onde os pais não se respeitam e assim reproduzem o que presencia em casa na escola.

Além disso, problemas psicológicos e sociais atingem diretamente o rendimento escolar, mais precisamente no fenômeno da indisciplina que se tornou, nos últimos anos, um dos principais problemas da educação no Brasil.

A indisciplina cresce constantemente, produto de uma sociedade na qual os valores humanos tais como o respeito, o amor, a compreensão, a fraternidade, a valorização da família e diversos outros foram ignorados.


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Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola

10 de jun. de 2011

DA COMPETIÇÃO Á COOPERAÇÃO: O VOLEIBOL COMO INSTRUMENTO PARA O RESGATE DE VALORES NA SOCIEDADE.

DA COMPETIÇÃO Á COOPERAÇÃO: O VOLEIBOL COMO INSTRUMENTO PARA O RESGATE DE VALORES NA SOCIEDADE.
Introdução.
Durante muito tempo, nossa sociedade foi condicionada a viver em constante competição, quase sempre em busca das mesmas oportunidades. Com isso, alguns valores vão sendo esquecidos como união, amor, cooperação, bondade, paz, solidariedade e amizade. Segundo Brotto (2001), a competição se apresenta de forma que, para que um dos membros possa alcançar o seu objetivo, outros serão incapazes de atingir os seus.
A excessiva valorização que a sociedade atribuiu à competição fez com que fossem criados os Jogos Cooperativos (JC), que propõem a utilização de um potencial transformador, conduzindo os JC a uma construção social mais democrática (BARRETO, 2004).
Nesse caso, os JC são apresentados a partir do pressuposto que sua contribuição na formação de valores na sociedade é de extrema importância para a definição das relações sociais expressas em atitudes e valores entre alunos do projeto.
Sendo assim, ciente dos problemas encontrados em uma sociedade competitiva, e a preocupação em construir uma sociedade mais cooperativa, este trabalho procura mostrar de que maneira um Projeto de Iniciação de Voleibol pode contribuir para o resgate de valores dos participantes? A partir de uma abordagem quali-quantitativa, elaborou-se uma questão aberta com a finalidade de elucidar nossa problemática. De acordo com esse contexto, este estudo teve como objetivo verificar se o voleibol e os JC contribuem para o resgate e formação de atitudes e valores nos alunos de um Projeto de Iniciação Desportiva.
Revisão de literatura
Cooperação.
Muitos são os lugares aonde a cooperação tem sido abordada de forma significativa - nas escolas, empresas, projetos sociais, entre outros. Seus significados são muitos, Para Tani (1988), cooperação é um processo orientado para um objetivo, no qual implica no esforço consciente dos membros participantes. De forma mais estruturada, a cooperação segundo Brotto (2001), é um processo onde os objetivos são comuns, as funções e ações são compartilhadas e os resultados alcançados são para o bem de todos. Seguindo a mesma linha, Soler (2003) complementa dizendo que a cooperação é um processo de interação social.
Cooperação não é apenas uma situação não competitiva, mas também uma situação onde temos que ter muito claro que eu só serei bem sucedido se você também for e vice-versa. Segundo Barata (2004), a recompensa se baseia no desempenho coletivo.
Já De Paula (2004b) ilustra cooperação como uma imagem que considera uma balança, tendo como um dos pratos a solidariedade (foco no eu) e, como segundo prato, a competição (foco no outro). A cooperação é então representada pela base da balança, dando à dinâmica entre a solidariedade e à competição, possibilitam uma posição de equilíbrio entre ambos os pratos (foco em nós).
Ao falarmos de cooperação, muitas vezes imaginamos que, para ocorrer uma situação de cooperação, é necessário que haja muitas pessoas envolvidas nesse processo, porém, segundo Lakatos (1987), a cooperação é o tipo de processo social em que dois ou mais indivíduos ou grupos atuam em conjunto para a execução de um objetivo comum. Dessa forma, fica claro que uma situação de cooperação pode ser iniciada em grandes ou pequenas proporções.
Contribuindo com o que diz Lakatos (1987), De Paula (2004a) cita que a cooperação deve estabelecer-se em três níveis interdependentes: consigo mesmo, com o outro e com o ambiente. Contribuindo, Brown (2001) define como uma situação de cooperação aquela em que os objetivos dos indivíduos, numa determinada situação, são de tal natureza, para que o objetivo de um seja alcançado, todos os outros deverão igualmente atingir seus respectivos objetivos. Sendo Assim, a cooperação nos leva a ver todo estranho como um amigo em potencial, e não como um adversário (DE PAULA, 2004b).