10 de jun. de 2011

DA COMPETIÇÃO Á COOPERAÇÃO: O VOLEIBOL COMO INSTRUMENTO PARA O RESGATE DE VALORES NA SOCIEDADE.

DA COMPETIÇÃO Á COOPERAÇÃO: O VOLEIBOL COMO INSTRUMENTO PARA O RESGATE DE VALORES NA SOCIEDADE.
Introdução.
Durante muito tempo, nossa sociedade foi condicionada a viver em constante competição, quase sempre em busca das mesmas oportunidades. Com isso, alguns valores vão sendo esquecidos como união, amor, cooperação, bondade, paz, solidariedade e amizade. Segundo Brotto (2001), a competição se apresenta de forma que, para que um dos membros possa alcançar o seu objetivo, outros serão incapazes de atingir os seus.
A excessiva valorização que a sociedade atribuiu à competição fez com que fossem criados os Jogos Cooperativos (JC), que propõem a utilização de um potencial transformador, conduzindo os JC a uma construção social mais democrática (BARRETO, 2004).
Nesse caso, os JC são apresentados a partir do pressuposto que sua contribuição na formação de valores na sociedade é de extrema importância para a definição das relações sociais expressas em atitudes e valores entre alunos do projeto.
Sendo assim, ciente dos problemas encontrados em uma sociedade competitiva, e a preocupação em construir uma sociedade mais cooperativa, este trabalho procura mostrar de que maneira um Projeto de Iniciação de Voleibol pode contribuir para o resgate de valores dos participantes? A partir de uma abordagem quali-quantitativa, elaborou-se uma questão aberta com a finalidade de elucidar nossa problemática. De acordo com esse contexto, este estudo teve como objetivo verificar se o voleibol e os JC contribuem para o resgate e formação de atitudes e valores nos alunos de um Projeto de Iniciação Desportiva.
Revisão de literatura
Cooperação.
Muitos são os lugares aonde a cooperação tem sido abordada de forma significativa - nas escolas, empresas, projetos sociais, entre outros. Seus significados são muitos, Para Tani (1988), cooperação é um processo orientado para um objetivo, no qual implica no esforço consciente dos membros participantes. De forma mais estruturada, a cooperação segundo Brotto (2001), é um processo onde os objetivos são comuns, as funções e ações são compartilhadas e os resultados alcançados são para o bem de todos. Seguindo a mesma linha, Soler (2003) complementa dizendo que a cooperação é um processo de interação social.
Cooperação não é apenas uma situação não competitiva, mas também uma situação onde temos que ter muito claro que eu só serei bem sucedido se você também for e vice-versa. Segundo Barata (2004), a recompensa se baseia no desempenho coletivo.
Já De Paula (2004b) ilustra cooperação como uma imagem que considera uma balança, tendo como um dos pratos a solidariedade (foco no eu) e, como segundo prato, a competição (foco no outro). A cooperação é então representada pela base da balança, dando à dinâmica entre a solidariedade e à competição, possibilitam uma posição de equilíbrio entre ambos os pratos (foco em nós).
Ao falarmos de cooperação, muitas vezes imaginamos que, para ocorrer uma situação de cooperação, é necessário que haja muitas pessoas envolvidas nesse processo, porém, segundo Lakatos (1987), a cooperação é o tipo de processo social em que dois ou mais indivíduos ou grupos atuam em conjunto para a execução de um objetivo comum. Dessa forma, fica claro que uma situação de cooperação pode ser iniciada em grandes ou pequenas proporções.
Contribuindo com o que diz Lakatos (1987), De Paula (2004a) cita que a cooperação deve estabelecer-se em três níveis interdependentes: consigo mesmo, com o outro e com o ambiente. Contribuindo, Brown (2001) define como uma situação de cooperação aquela em que os objetivos dos indivíduos, numa determinada situação, são de tal natureza, para que o objetivo de um seja alcançado, todos os outros deverão igualmente atingir seus respectivos objetivos. Sendo Assim, a cooperação nos leva a ver todo estranho como um amigo em potencial, e não como um adversário (DE PAULA, 2004b).

25 de mai. de 2011

Esporte de aventura e turismo de aventura: aproximações e distanciamentos Deportes de aventura y turismo de aventura: similitudes y diferencias

Introdução. 
    Dentre as muitas transformações que acompanham o homem ao longo de sua trajetória histórica, o progresso tecnológico representou um afastamento humano do meio natural o qual, por sua vez, desencadeou uma serie de implicações em seu cotidiano como, por exemplo, uma progressiva diminuição no movimentar-se. Assim, fruto da modernidade, o homem viu-se distanciando cada vez mais do ambiente natural por entre a agitação das grandes cidades (ZIMMERMANN, 2006).
    Desta feita, vêem-se o surgimento na contemporaneidade de ininterruptas manifestações lúdico-desportivas, entre as quais, aquelas vinculadas à idéia de aventura. Tais manifestações propiciam ao praticante o (re)encontro com diferentes ambientes naturais como o terrestre, o aquático e o aéreo.
    Estas práticas corporais na natureza organizam-se sob duas vertentes: o turismo e o esporte de aventura. Apesar de se tratarem de duas situações distintas, com objetivos específicos, percebe-se na grande maioria das vezes, uma tendência entre as pessoas, de interpretar turismo de aventura esporte de aventura como sendo a mesma “coisa”.
    Neste sentido, o presente estudo objetiva analisar possíveis aproximações e distanciamentos entre esporte de aventura e turismo de aventura que se efetivam em diferentes ambientes naturais no Brasil.
Procedimentos metodológicos. 
    Tendo como referência levantar a produção do conhecimento sobre esporte de aventura e turismo de aventura e assim analisar aproximações e distanciamentos entre ambas as formas em que se efetivam essas práticas corporais na natureza, estabeleceu-se como referência para este estudo o emprego de técnicas de uma pesquisa bibliográfica, feito desta uma análise qualitativa.
    De acordo com Marconi e Lakatos (2007), a bibliografia pertinente oferece meios para definir e resolver não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas em que os problemas não se cristalizaram suficientemente.
    Nessa perspectiva, é importante ressaltar que o ponto de partida não é desse modo, a pesquisa do material bibliográfico, mas a elaboração de um questionamento. Na verdade, esses questionamentos realizados pelo pesquisador que irão conferir sentido à fonte estudada e, no limite, enquanto houver perguntas, essa fonte não estará suficientemente explorada. Sobre esse aspecto Gil (2008) salienta que depois que se decide fazer uma pesquisa bibliográfica deve-se considerar as seguintes fases: a) determinação dos objetivos; b) elaboração do plano de trabalho; c) identificação das fontes; d) localização das fontes e obtenção do material e) leitura do material f) tomada de apontamentos g) confecção de fichas e h) redação do trabalho.
    Buscou-se contemplar as fases acima ressaltadas, de forma que o presente estudo tivesse o caráter de objetividade e riqueza de dados, que possam contribuir no entendimento da discussão envolvendo esporte de aventura na natureza e a dimensão preservacional no contexto da sociedade de consumo nesta contemporaneidade.
Esporte de aventura e turismo de aventura.